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Verdades sobre os antibióticos

Antibióticos

Os antibióticos são medicamentos produzidos a partir de substâncias libertadas por fungos ou bactérias, ou ainda, de forma sintética. A sua principal função é a de matar ou inibir o crescimento e a divisão de microrganismos (bactérias) causadores de doença, ajudando assim o sistema imunitário do doente a combater determinada infeção.

Para garantir a sua correta utilização é preciso compreender que:

  1. Os antibióticos tratam “apenas” infeções por bactérias, não tendo qualquer efeito noutros microorganismos, como vírus ou fungos e muitos parasitas. Não podem nem devem ser utilizados para outro tipo de infeções, sob pena até de agravá-las. O uso correto do antibiótico depende, em primeiro lugar, do diagnóstico correto de uma infeção tratável com este tipo de medicamento.
  2. Os antibióticos não são todos iguais. Quando nos é prescrito um antibiótico, o médico pensou no tipo de bactéria que poderá estar implicado, no local onde se desenvolve a infeção, na gravidade da infeção e nos possíveis efeitos secundários da utilização de determinado antibiótico naquela pessoa em particular. O uso correto do antibiótico implica sempre uma prescrição médica, o significa que resulta num doente e pode não resultar noutro.
  3. Infeções semelhantes podem não se tratar da mesma maneira. Existem muitas bactérias que podem ser responsáveis pelas infeções. Embora os sintomas possam ser semelhantes, as bactérias que as causam podem ser muito diferentes. Assim, o antibiótico que trata uma infeção por uma bactéria pode não fazer nada a outra bactéria diferente que cause o mesmo tipo de infeção. Os antibióticos são para utilizar apenas sob orientação médica e não os deve tomar apenas por sua iniciativa.
  4. Nunca devemos aproveitar sobras de antibióticos que tenhamos em casa nem dar essas sobras a familiares ou conhecidos para tratarem alguma infeção só porque os sintomas eram parecidos aos que tivemos quando nos foram prescritos. Antibióticos que sobrem são para devolver à farmácia e não para guardar para vezes futuras, salvo se houver indicação médica nesse sentido.
  5. Não cumprir os horários de toma do antibiótico nem o tempo de duração do tratamento são duas das formas incorretas de utilização dos antibióticos e que têm contribuído para o desenvolvimento de resistências das bactérias aos antibióticos. Para além disso, a toma incorreta dos antibióticos pode fazer com que a infeção não seja corretamente tratada e possa haver “recaídas” ou os sintomas demorem mais tempo a passar. Horários e dias de tratamento são para cumprir rigorosamente e só deverão ser modificados sob indicação do médico.
  6. Não tomar o antibiótico prescrito por medo ou resistência em tratar-se dessa forma é uma decisão livre de cada um, contudo, e se falamos de uma infeção grave ou potencialmente grave, a probabilidade de sobrevivência poderá ser posta em causa, pois não existem, nessas situações, outro tipo de medicamentos eficazes.

Convém saber que os antibióticos diminuíram muito a mortalidade do ser humano causada pelas infeções, contribuindo, a par da melhoria das condições sanitárias e da vacinação, para o enorme aumento da esperança média de vida das populações em todo o mundo, salvando anualmente milhões de vidas desde a sua descoberta.

Dr. Francisco Silva
Diretor Clínico do Hospital Cruz Vermelha

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