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Cirurgia oncoplástica: tratamento cirúrgico das doenças da mama

Cirurgia oncoplástica

Nos últimos 40 anos assistiu-se a um grande progresso do ponto de vista técnico no tratamento cirúrgico das doenças da mama. Seja para alterações benignas (malformações do desenvolvimento mamário ou nódulos benignos), seja para patologias malignas (cancro), atualmente os cirurgiões podem beneficiar de um arsenal técnico cirúrgico bastante extenso. O campo de maior desenvolvimento no tratamento cirúrgico é o do cancro da mama.

Vivemos na era dos tratamentos minimamente invasivos e menos agressivos. Seguindo esta tendência, sustentada pela evolução científica, o tratamento cirúrgico evoluiu da radicalidade cirúrgica para o tratamento conservador.

No passado, a mastectomia total (retirada de toda a mama) era o tratamento de eleição para combater o cancro. Atualmente, graças à evolução dos métodos de diagnóstico e também ao desenvolvimento das técnicas de radioterapia, o tratamento conservador transformou-se no “padrão ouro” em matéria de cancro da mama – tratamento conservador significa a associação do tratamento cirúrgico com a radioterapia.

Do ponto de vista oncológico, a união destas duas modalidades terapêuticas possibilita resultados iguais aos da mastectomia total. Poderíamos mesmo dizer que o tratamento conservador oferece resultados superiores ao da mastectomia total na medida em que, evitando a agressividade do tratamento, possibilita uma restituição imediata da imagem corporal e, assim, reduz os problemas decorrentes da retirada completa da mama, tais como depressão, diminuição da imunidade e todos fatores desencadeados a partir destes.

O tratamento conservador, que possibilita 75% de bons resultados do ponto de vista estético, tem, todavia, 25% de resultados não satisfatórios. Este facto motivou os cirurgiões interessados pela patologia mamária a desenvolverem técnicas de tratamento cirúrgico que respondessem a duas premissas:

  1. Técnicas que respeitassem os imperativos oncológicos
  2. Técnicas que possibilitassem um bom resultado estético

Da resposta a estas duas premissas nasce a cirurgia oncoplástica (desenvolvida para as doenças da mama ou senologia, mas também desenvolvidas em outras especialidades como a otorrinolaringologia ou ginecologia). A cirurgia oncoplástica representa simplesmente o tratamento das doenças da mama com melhor resultado estético no mesmo tempo operatório. São desenvolvidas técnicas que respeitam os imperativos oncológicos e possibilitam um bom resultado estético, adaptadas a cada quadrante da mama.

Não se trata de cirurgia plástica estética, mas de modelos cirúrgicos que garantem às nossas utentes a possibilidade de uma simetria mamária. Por fim, o tratamento atual para a patologia mamária é aquele que respeita os imperativos oncológicos, possibilita um bom resultado estético, é resolutivo numa única intervenção, restabelece a imagem corporal e, acima de tudo, melhora a qualidade de vida.

Dr. Marco Aurélio da Costa Vieira
Especialista em Ginecologia e Senologia na Clínica da Mulher e da Criança do HCV

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